Thursday, October 24, 2013

E eu sempre soube...
Que seria eu que sofreria mais...
E agora embriagado pelo álcool
Sei que a vida e foda e nao temos controle de tudo...
O que fica agora é que você nao e minha
mesmo te amando e me amando
Nao consigo te amar menos
Consigo me amar menos

Wednesday, October 23, 2013

Sabe aquele instante?
Aquele que fica no meio do caminho
Entre o dia e a noite e entre a noite e o dia
Aquele momento que nao dá para distinguir
Se o céu é mar ou o mar é céu
O instante meio entre o silencio e o som
Entre o tentar lembrar e o lembrar
Que fica no meio do certo e do errado
No meio da calma e da ansiedade
Entre a intensidade e a saudade
Entre o belo e o espetacular
E entre o respirar e o suspirar
Entre a vontade e o beijo
Instante entre o frio e o abraço
E entre a sede e a saciedade...
Entre a tristeza e a felicidade..
Melhor até do que a própria felicidade...
Esse instante, mínimo e efêmero
Certamente...
É pelo qual vale a pena viver!!!!!

Friday, November 06, 2009


O Derrota dos Vitoriosos


Dizem que a derrota é o inverso da vitoria. E pode até ser, mas não é para aqueles acostumados a vencer, é muito mais. A dor desse tipo de derotado é muito maior do que a felicidade do vitorioso. Rasga-se se no peito a dor, a ansiedade, o sentimento de ter perdido a chance. Ao vitorioso o aplauso, e nada mais justo. Quanto ao derrotado, que bom seria se restasse apenas o silêncio. Mas não é assim, a derrota vem sempre acompanhada de tapinhas nas costas, olhos cheios de compaixão, e frases de incentivos. É como sentir a terra caindo por sobre o seu caixao, cada vez fica mais pesado...




Pobre ilusão, é muito mais.

Wednesday, October 28, 2009


-------- A FALTA ----------

De todas as faltas, uma se sobressai. Não que as outras não sejam importantes, que não me entristeçam, mas o fato é que tal falta determina muito mais aspectos, inclusive as outras faltas. A falta que me proponho a citar, deixa um vazio, uma impossibilidade de viver. Ficamos enclausurados, e o pior, não numa gaiola, como um passarinho que anseia a felicidade por entre as grades, mas numa caixa isolada, sem a luz, sem o encanto, sem o suspiro da esperança. Sofremos, observamos o nosso sofrimento, e a eles nos pegamos com um ar de resignação. Justificamos a nós mesmos essa falta e seguimos. Ela surge das nossas escolhas, mas seria esperar muito que nós mesmos nos culpássemos. Ai é claro, culpamos quem? A falta, hahahahah (Fiodor ja dizia, o ser humano é um inseto).

Saturday, February 14, 2009

Era de manha e ela tinha dificuldade para acordar. O quarto estava frio, bem frio. Por baixo do lençol estava ela, se protegendo com suas meias cor de laranja. Todos já estavam de pé, uns conversando, outros fazendo o café, outros caminhando. Cada um tinha uma tarefa a fazer, ainda que não fossem definidas. Saio por um instante e o sol já está alto e forte. Tiro rapidamente meus óculos escuros, e os coloco. Não eram muito escuros mas conseguia proteger meus olhos do sol. Começo a caminhar e a cada passo penso em mil coisas, que acredito serem importantes. Eu era criativo e conseguia transformar esses potenciais problemas em situações irresolvíveis. Tratava-se de uma pobre ilusão, já que o mais importante estava dentro da casa. Volto ainda sem saber disso, e por muito tempo permaneci assim, meio alienado, sem saber o que era importante. Todos queriam passear e já tinha passado da hora, no entanto, ninguém tinha ido lhe acordar. Ainda que parecesse serena, um tanto infantil, todos a temiam. Me aproximo da porta devagar e abro vagarosamente, num silêncio estrategicamente calculado. Flexas de luz entram no quarto fazendo com que as meias cor de laranja, que se destacavam naquele quarto cinza e frio ficassem ainda mais vivas. Por um momento contemplei aquele momento. De repente, ela se levanta aos poucos, descabelada, sem um sorriso no rosto. Sua roupa estava amassada e ela não parecia feliz. Ainda que pareça loucura, era simples e belo seu despertar. Aquele dia eu a acordei e não precisei falar uma palavra. Tudo estava silencioso, cinza e frio, onde o que se destacavam eram apenas as suas meias cor de laranja....
Duas coisas me ocorrem neste instante: Primeiro, percebo que daqui para traz o caminho foi duro e cruel; Segundo, que daqui para frente ele nao vai mudar. Não há como negar isso e ao perceber me canso... ainda que seja belo cada recomeço, esperançoso, ele significa que tudo faz parte de uma sequencia triste, de várias mortes. Palavras reconfortantes, motivação e a fé seriam de bom grado neste momento, ainda que não passem de simples aspirinas. Não prego o pessimismo, eu nem admito que exista isso ou o contrário. Não reclamo, não duvido, sobretudo me canso.




Friday, July 11, 2008


O amor é sempre paciente e generoso;
Nunca é invejoso;
O amor nunca é prepotente nem orgulhoso;
Não é rude nem egoista;
Não se ofende nem se recente do mal;
Não se alegra do pecado alheio;
Mas se regojisa com a verdade;
E tudo perdoa, tudo cre, tudo espera e tudo tolera
Trecho do filme "Um amor para Recordar"

Sunday, April 27, 2008


My Life Without Me (Script)

This is you.
Eyes closed,
out in the rain.
You never thought you'd be doing
something like this.
You never saw yourself as,
l don't know
how you'd describe it, as...
like one of those people
who like looking up at the moon,
or who spend hours gazing at
the waves or the sunset or...
l guess you know what kind of people
l'm talking about
Maybe you don't
Anyway, you kinda you kinda
like it being like this,
fighting the cold
and feeling the water seep
through your shirt
and getting through to your skin.
And the feel of the ground
growing soft beneath your feet
and the smell.
And the sound of the rain
hitting the leaves.
All the things they talk about
in the books that you haven't read.
This is you.
Who would have guessed it?.
You.